HOMENAGEM AOS QUE CHEGAM AO FINAL DE UM CAMINHO – OS PROFESSORES

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Foi com emoção que, no passado dia 28 de outubro, a Direção deste Agrupamento agraciou os nossos colegas Lubélia Miranda e Francisco Dias, com um jantar, no restaurante Quinta do Páteo.

A comitiva ficou completa com todos aqueles que se quiseram juntar a esta homenagem sentida aos nossos colegas e amigos, que não tarda viverão uma fase diferente da vida e que se deseja repleta de projetos novos e felizes.

O Senhor Diretor, Jorge Nunes, em nome de todos (pessoal docente e não docente; os que estão no agrupamento e os que fizeram questão de estar presentes nesta noite) congratulou os homenageados pelo seu profissionalismo e dedicação, ao longo do tempo de serviço, consubstanciando-se ainda numa franca admiração da sua parte e da parte de todos aqueles com quem conviveram e trabalharam, pelo que partilharam e ensinaram aos demais.

A surpresa estampada nos seus rostos, aquando da chegada, tendo como cúmplices os seus familiares, notava uma emoção contida, que se tornou riso e alegria durante o evento, não só pela refeição deliciosa como também pelo espetáculo divertido que lhes foi proporcionado. Esse agrado contou com a colaboração de alguns amigos – a dança mágica da Educadora Isabel Brás; um concerto musical alegre dos professores Joaquim Ferreira, Filipe Oliveira, Rui Arménio e Maria Carvalho; um pequeno filme (fotos dos colegas), uns marcadores de livros com caricaturas dos homenageados, um momento de poesia tranquilo e de teatro delirante proporcionado pelos amigos da BE –  Elisabete Pereira, Lídia Pinto, Maria José Lima, Lídia Correia, Graça Beirão, Beatriz Cordas, Cristiana Brilha e Madalena Vale.

Os discursos de agradecimento de ambos notavam felicidade pelo que viviam, agradados pelas oferendas que lhes foram entregues (ramo de flores, salva de prata gravada e Livro do foral…) e que representam simbolicamente o apreço da escola e autarquia pelos seus professores.

Desta forma, quiseram os que ainda ficam por alguns anos desejar MUITAS FELICIDADES aos que vão, com sentido de dever cumprido, ficando no coração de todos a consciência de que escolhemos uma MISSÃO, que não termina com a chegada da reforma.

Seremos para sempre professores, pois carregamos os sonhos do mundo.

“AQUELES QUE PASSAM POR NÓS, NÃO VÃO SÓS, NÃO NOS DEIXAM SÓS. DEIXAM UM POUCO DE SI, LEVAM UM POUCO DE NÓS”

Antoine Saint- Exupéry

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DESAFIAR ESTERÓTIPOS com ANA BACALHAU

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A professora bibliotecária Lídia Pinto, no dia 26 de outubro, acompanhou alguns alunos da escola sede ao espetáculo ” Desafiar Estereótipos”, promovido pela Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço.

O evento teve como figura principal a cantora Ana Bacalhau que trouxe aos nossos jovens uma abordagem criativa e inovadora de um assunto que, apesar de estar, infelizmente, na ordem do dia, é descurado por muitos e, por vezes, pouco discutido entre os jovens – a discriminação em função do género, na dificuldade que há em conciliar a vida pessoal com a profissional e familiar.

Alheando a música, ao teatro e à leitura, a mensagem foi clara, dura e realista. Ao jeito de uma conversa, a compositora foi trazendo à discussão a sua experiência de vida ou as suas referências, permitindo a reflexão sobre as causas e as consequências deste problema social. As suas palavras foram ouvidas com atenção, pois o que se pretendia era passar a ideia de que todos somos importantes neste ciclo que se quer quebrar, em prol da Igualdade de Género. Acima de tudo o RESPEITO.

Ficou a sugestão de leitura: um livro que apresenta três histórias ficcionadas representativas da temática (as mesmas que foram dramatizadas em palco), as letras das músicas que Ana Bacalhau compôs propositadamente para este projeto (e que cantou para os alunos), um enquadramento conceptual, exercícios, dados estatísticos, links e contactos úteis.

BOAS LEITURAS SERVEM A MUDANÇA DE MENTALIDADES!

O QUE NOS CONTAM OS LIVROS SOBRE AS TRADIÇÕES DO DIA 1 de NOVEMBRO

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A Biblioteca Escolar disponibilizou à comunidade escolar, no átrio de entrada, uma exposição que permitiu esclarecer os mais curiosos acerca das origens e tradições ligadas ao Feriado de dia 1 de novembro, destacando-se a Noite de Halloween, o Dia de Todos os Santos, o Dia de Finados e o Pão por Deus. Muitos foram os sorrisos e as expressões de admiração face a algumas das informações e revelações aí apresentadas.

MÊS INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES BIBLIOTECANDO

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Para dar início a mais um ano de parceria e trabalho com a Biblioteca Escolar, os alunos de 5ºano, acompanhados pelos docentes Hélia Silva, Kevin Heleno, Luís Oliveira e Paula Chambel, durante o mês de outubro, foram convidados pela Professora Bibliotecária a visitar a sua Biblioteca, na escola sede.

De modo a abrir o debate sobre a importância do espaço em que se encontravam, os alunos tiveram oportunidade de assistir a uma reportagem, em que Ricardo Araújo Pereira, que visitara uma biblioteca escolar, deu o seu testemunho de leitor, a par de jovens estudantes que lhe faziam companhia. Salientando a riqueza cultural e o conhecimento que advém do contacto com o livro, os alunos puderam também perceber como funciona uma biblioteca, como se organiza e dispõe o seu acervo, como podem aproveitar e explorar este espaço que é seu e para si.

No final, foram colocados perante um desafio – ir “À caça ao Livro”, através de um kahoot, que os divertiu, ao mesmo tempo que sistematizava o que haviam aprendido nesta descoberta.

Viva a República!

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“Era uma vez um país governado por reis, reis que o povo sempre adorava. Mas ultimamente o povo vivia na fome e na miséria, enquanto o Rei vivia muito bem. Entretanto surgiu uma nova forma de governar, a República. Então o povo decidiu começar uma revolução.

Agora o povo podia ajudar o governante a governar e a República veio para ficar.

Um dia para não esquecer, valorizar e homenagear o 5 de outubro de 1910. ”

11ºD

Neste espaço de partilha de conhecimento que é a Biblioteca Escolar, teve lugar uma exposição elaborada pelos alunos de História, das turmas de 9º ano, 11º D e 12º D e, no âmbito da disciplina de Cidadania, as turmas do 7º ano, preparada sob a supervisão do docente Gonçalo Fontoura, para trazer ao presente os valores fundadores da República Portuguesa. A exposição contou com a sua pesquisa, a sua reflexão, o seu olhar crítico sobre os acontecimentos que deram origem à Implantação da República em Portugal. O colorido e a simbologia dos elementos, que representam este momento memorável da nossa história, permitiram a celebração da data e o esclarecimento daqueles, cujos olhos curiosos e atentos procuravam a informação.

DIA EUROPEU DO DESPORTO NA ESCOLA

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No passado dia 30 de setembro, a Biblioteca Escolar acolheu o Desporto

“ no desporto, o corpo conquista o que a alma conquista; vão juntos na dinâmica”
Fernando Pessoa

Celebrar o Desporto permitiu ao jeito da filosofia UBUNTU não só valorizar o que a Humanidade tem de melhor, trazer ao de cima as boas energias e a alegria de viver, como ainda promover a saúde física e a sanidade mental.
O evento decorreu na escola-sede do nosso Agrupamento e teve a sua dinamização a cargo dos alunos e docentes dos Cursos Profissionais – Comércio e TIAT – cozinha, em articulação com o Clube Ubuntu e a Biblioteca Escolar. Aberto a toda a comunidade educativa e local, os participantes foram agraciados com a presença de Suas Exªs o senhor Presidente da Câmara Municipal, António Quintino, e da senhora Vereadora da Educação, Carla Alves, acompanhados pelo senhor Diretor do nosso Agrupamento, Jorge Nunes, que descerraram a placa alusiva ao acontecimento.
As atividades decorreram com entusiasmo e os alunos puderam participar no Welcome Green (esplanada), na energia da Masterclass, na Orientação Digital, na pista de obstáculos (OCR), nos Skills motores (Basquetebol, Futsal, ténis de Mesa), na Escalada, passando pela exposição virtual na Biblioteca Escolar (jogando um Kahoot ou vendo um filme com atividades desportivas dos alunos).
Todos se sentiram imbuídos do princípio “Mens sana in corpore sano”, ou seja, “uma mente sã num corpo são”- citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal, autor que respondia à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida.

DIA MUNDIAL DA MÚSICA

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Como é tradição e apanágio da Biblioteca Escolar, somos palco do que de melhor temos! E, como, no dia 1 de outubro, se celebrara o Dia Mundial da Música, trouxemos a MÚSICA no coração, durante as duas semanas subsequentes, enchendo de energia positiva a nossa Biblioteca!

Os alunos do 2º ciclo, de 5º e 6º anos, acompanhados do “nosso maestro”, o professor Rui Arménio, tiveram oportunidade de apreciar a exposição que estava à sua disposição, interagindo numa palestra orientada pelo seu professor, coadjuvado pela professora bibliotecária, Lídia Pinto. Esta começou por dar as boas -vindas aos alunos, destacando a pertinência de serem recebidos no espaço da BE –local de confluência de culturas, sendo os LIVROS, que condensam e concentram em si a memória do Homem, ao longo dos tempos, uma forma de comunicação tal como a música. Em ambos e através de ambos, encontramos emoções, sonhos, preocupações, enfim, VIDA … 

De seguida, a conversa pretendia despertar os discentes para os conhecimentos que têm, enriquecendo-os pela partilha das experiências e vivências pessoais do contacto com a música no seu quotidiano. Definiram o que é a música, nomearam e identificaram os instrumentos musicais, apelando aos conhecimentos da aula e salientaram a construção curiosa de outros instrumentos presentes na exposição, construídos pela reutilização de materiais. Deste modo, podemos sensibilizar os jovens estudantes para a importância de agirmos corretamente, no sentido de termos bons hábitos de separação de resíduos, de forma a preservarmos o nosso planeta. Este foi um momento de articular conhecimentos e saberes com o Projeto EcoEscolas.

Apresentaram-se os livros, os filmes, os CDs , cuja temática é a Música e que podem ser requisitados/ consultados na nossa BE.

Para terminar, a professora bibliotecária teve ainda a oportunidade de ler aos alunos o conto dos Irmãos Grimm, ” Os músicos de Bremen”, antes daqueles se dirigirem à sala de aula para um miniconcerto com o seu professor.

À saída, alguns alunos foram convidados a escrever num painel público uma frase sobre o que é para si a música: Vida, sonho, alegria, liberdade… tudo! Este foi ainda enriquecido pela partilha das ideias e emoções dos alunos da docente Cristina Pêssego.

RECEÇÃO aos alunos do 1º ano dos Cursos Profissionais

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Numa iniciativa conjunta, a Biblioteca Escolar e o Clube Ubuntu foram convidados pela Direção do AEJICS a dinamizar a receção dos alunos do 1º ano dos Cursos Profissionais -Comercial e Apoio à Gestão Desportiva, no dia 15 de setembro.

Assim, entrámos no mundo da literatura e do “faz de conta”, tornámo-nos narradores e personagens de um conto, para transmitir uma mensagem e refletir sobre o que andamos a fazer ao nosso planeta.

Vivemos num mundo distraído. O digital absorveu a nossa vida, de tal forma que nos monopoliza a atenção, a nossa energia e a sua utilidade tem justificado o facto de nos deixarmos manipular pela tecnologia porque equivalente de modernidade.

Porém, é preciso olhar em redor. Estarmos atentos e repararmos que o mundo à nossa volta muda a passos largos e essa mudança não tem sido a melhor. As nossas decisões políticas e económicas e os nossos comportamentos individuais, movidos, tantas vezes, pelos nossos caprichos, têm tido impactos assustadores no planeta.

Uma das situações mais alarmantes prende-se com a desflorestação da Amazónia, pelo que convidámos os alunos a porem-se no lugar do outro e viverem uma experiência de reflexão e de arranque de mais um ano letivo, que desejamos de sucesso e feliz.

Assim, imaginaram que faziam parte de uma tribo amazónica da ilha TUPINAMARANDA que se via em perigo, pois teria de enfrentar a ganância da indústria madeireira, a perseguição constante e a destruição das suas aldeias. Sentiam-se perdidos e destroçados, mas não se resignariam ao extermínio e ao abandono do seu lar.

 Era preciso união, empatia, espírito de equipa e resiliência, autodeterminação e autoconhecimento, coragem e liderança servidora (os pilares da filosofia Ubuntu).

Teriam de ultrapassar e vencer obstáculos juntos, com um propósito único e de espírito familiar, enquanto tribo que não se queria separar. Não queriam perder o seu lar, a sua aldeia. Não queriam ver destruídas as árvores e a floresta que representam não só o seu sustento como também o pulmão da humanidade.

Desta feita, passaram por algumas etapas ou provações que tiveram de ultrapassar. Quando se sentiram preparados, iniciaram esta aventura!! “Conhecer[am]a tribo” -Quebra-Gelo (ordenação por idade/nome), escolhendo o nome da mesma por sorteio, e assim formaram as equipas; “Subiram ao Parará” – a parede de escalada; “Afina[ram] a pontaria” – prepararam-se para enfrentar o inimigo, os madeireiros destruidores ( através do tiro ao arco); “Defende[ram] a tribo” – atacando o inimigo com a sua energia, os seus valores, a sua determinação( derrubaram latas); “Descobr[iram] a ilha” – num percurso de orientação, que desembocou na ” cascata” da sabedoria ( a Biblioteca Escolar), onde viram um filme sobre a temática – Sustentabilidade do planeta – e deixaram, num flipchart, a sua reflexão sobre esta preocupação atual, tal como registaram um desejo pessoal para o seu percurso académico.

No final, sentindo-se mais unidos pelas causas conjuntas, pelo espírito de solidariedade e união, que se espera, cada vez mais forte no nosso Agrupamento, tal como havíamos, no início, cantado aos encarregados de educação, que aguardavam, na sala de aula, as informações da senhora diretora de turma, entoámos o hino UBUNTU.

SOMOS UM

Ao passar a vida, eu sei,
que nem tudo vai ser, como sonhei.
Ter caminho p’ra fazer,
e um plano, sem saber, ser “Mais alguém”

.

E vais ver, vais sentir, não precisas desistir,
quando a vida te pára e diz “Não!”
Pois eu estou junto a ti, dou-te a força que há em mim,
tu és mais do que “um só”, somos um.

Somos um, somos um… (Eu e tu), somos um.
Somos um, somos um… (Eu e tu), somos um.

Posso ser igual a mim,
ou terei de desistir de ser assim?
Confiar no coração?
Ou no plano que Deus tem para mim?

Mesmo os que aqui não estão, de ti esperam, com razão,
teu rumo tu estás a traçar.
Seres alguém, seres feliz, porque alguém assim o quis.
Seres um “mais” para ti, somos um!

Somos um, somos um… (Eu e tu), somos um.
Somos um, somos um… (Eu e tu), somos um.

Somos um, Eu e Tu, como a Terra e o Céu,
unidos pelo mesmo Sol.
E de ti vais colher o orgulho de crescer,
e sorrires quando vires que…
…Somos um.

Somos um, somos um… (Eu e tu), somos um.
Somos um, somos um… (Eu e tu), somos um.

O RAPAZ QUE VENDEU VERSOS AO DIABO

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Um orgulho vê-los “voar”!

No passado sábado, dia 8 de outubro, no Auditório da Câmara Municipal do nosso concelho, e a convite da Biblioteca Municipal, espaço que frequentou muito assiduamente, André Neves, ex-aluno do nosso Agrupamento, apresentou o seu romance, O rapaz que vendeu versos ao diabo. A apresentação contou com a participação do Sr. Presidente da Câmara, Eng.º José Alberto Quintino, e foi mediada pela Dra. Júlia Leitão, responsável pela Biblioteca Municipal, que comemora 20 anos ao serviço dos leitores. Contou ainda com algumas intervenções por parte de alguns dos presentes, entre eles familiares, amigos e vários professores, que cruzaram o seu percurso académico no nosso Agrupamento e no ensino superior, onde concluiu o ano passado o curso de Direito na NOVA School oh Law.

     Durante o denominado “Gap Year”, ano de pausa nos estudos entre o ensino secundário e o ensino superior, concebeu e escreveu este romance, no qual, em torno da narrativa central, levanta questões éticas, filosóficas, religiosas, políticas, que evidenciam estudos, leituras, interesses e reflexões do próprio autor.

     Um prazer e um orgulho, partilhado por todos aqueles que tiveram e têm o privilégio de com ele privar e de ter tido o André como aluno.

     Resta-nos desejar-lhe as maiores felicidades, na sua vida pessoal e profissional, e aguardar por um próximo livro, de prosa ou poesia, género que também lhe é muito caro e que já lhe valeu alguns prémios.

     Ficam algumas impressões de quem já leu a obra (professores presentes na apresentação, que lecionam ou lecionaram no nosso Agrupamento) e o desafio à leitura dirigido a quem ainda não o fez.

“Na escrita do André denotam-se os seus conhecimentos filosóficos, as suas influências e os seus valores morais. Acho muito interessante toda a dualidade presente, tão própria do ser humano e de todos aqueles que refletem sobre a existência do Ser. Todos temos o bem e o mal dentro de nós, as qualidades e as imperfeições, o amor puro e o prazer volátil, a honestidade e a conspurcação. A personagem reúne todas estas características e nem o seu nome próprio (Salvador) escapa à simbologia do que ele representa. Uma personagem complexa, pensante e intrinsecamente boa. Alguém que se desvia do bom caminho e que, como todos nós, procura a redenção. E quantas vezes já vendemos, em alguns momentos da nossa vida, versos ao diabo? E não há dúvida que só o AMOR nos pode salvar. O final desta narrativa parece ficar em aberto, à espera de outros finais, de outras escritas.” (professora Virgínia Rodrigues)

“Romance que revela maturidade intelectual, emocional e artística. Salvador, a personagem principal, é alguém cujo percurso sinuoso vamos acompanhando, que se debate com os seus princípios e convicções perante as situações com que se vai defrontando, que também nos interpela. Pela realização pessoal, pelo reconhecimento, pelos prazeres proporcionados pelo “vil metal”, até onde estamos dispostos a ir? Questões (estas e tantas outras) levantadas pelo André neste seu primeiro romance.”. (professora Lídia Correia)

“O romance de André Neves tem um forte pendor filosófico,  sendo preponderante a teoria hedonista, que, em traços gerais, assenta na busca do prazer como forma de alcançar a felicidade. Esta vertente é associada, pelo protagonista, à obra O retrato de Dorian Gray, da autoria de Oscar Wilde.

A sua leitura proporciona-nos ainda uma viagem ao tempo da ditadura salazarista e da guerra colonial, através do olhar crítico de Salvador. Numa das suas conversas com o senhor José, denuncia a realidade sociocultural, aconselhando o seu interlocutor a ler livros, em vez de jornais, atendendo à ação da censura sobre a imprensa. Mas a obra apresenta ainda uma vertente policial, que resulta das ações da maquiavélica Alexandra, perpetradas com a conivência do protagonista.

É então uma narrativa multifacetada, com ecos intertextuais, e que, acima de tudo, nos conduz a uma reflexão sobre o sentido da vida e sobre aquilo por que urge lutar. A imprevisibilidade do desenlace provoca no leitor um “ledo sorriso”, característica intrínseca ao jovem e talentoso autor da obra.” (professora Madalena Vale)

“Salvador, o personagem principal, apaixonado por poesia, filosofia e literatura, escreve para dar uma forma ao medo e à dor, para que os possa olhar de frente e, quiçá, vencê-los um dia. Mas Salvador escreve também para dar forma à vida e ao amor.

São os artistas que, ao darem forma ao informe, nos salvam da brutalidade do mundo. “A arte existe porque a vida não basta”, diz Ferreira Gullar; Nietzsche vai mais longe e diz que precisamos da arte para viver.

Precisamos dos artistas para nos salvarmos e o Salvador é um artista. O André também.

Salvador obriga-nos a olhar para dentro, vira-nos do avesso, força-nos a ver os frágeis alinhavos com que cosemos a dor, o medo, o amor.

A história é poderosa e envolvente, e a escrita do André tem marca própria. Sim, aos 22 anos o André não é um jovem que escreveu um livro, mas um escritor que nasceu.” (professora Sónia Jorge)

DIA EUROPEU DAS LÍNGUAS – 26 de setembro

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Como se assinalou este dia na Escola Básica e Secundária Joaquim Inácio da Cruz Sobral

Para comemorar o Dia Europeu das Línguas, instituído por iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da Comissão Europeia, com o objetivo de celebrar e preservar a diversidade linguística como uma riqueza do património comum da Europa, os nossos alunos do 3º ciclo e Curso Profissional – Técnico de Informação e Animação Turística, nas disciplinas de Português Francês, Inglês e Educação Visual, realizaram pesquisa de vocabulário/ textos diversificados e procederam à respetiva tradução em várias línguas europeias, elaborando, de seguida, cartazes digitais (WordArt) e em papel. Esta atividade permitiu promover o gosto e interesse pelas línguas estrangeiras; sensibilizar para a diversidade linguística e cultural na EU; desenvolver a compreensão intercultural, o espírito crítico e criativo e sensibilizar para a importância da comunicação entre os povos.

Numa perspetiva inclusiva,foram sensibilizados para a língua gestual, contactando com o código linguístico e aplicando-o ao abecedário português.

Os trabalhos estiveram expostos na escola, ficando também aqui a divulgação do resultado fantástico do seu labor, através deste vídeo ( clique na imagem!)