Mês: Março 2018

Melhor manuscrito

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Concurso de caligrafia

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                                      Manuscritos expostos para votação, na nossa biblioteca

Se tivéssemos de escolher um copista, aquele que tinha por profissão copiar manuscritos, antes da invenção da imprensa, certamente seria a aluna Lara Marçal do 9ºD, embora outros pudessem ser igualmente contratados. O modelo proposto foi a versão impressa da 1ª página do Foral para Monte Agraço, concedido a esta vila pelo rei D. Manuel no ano de 1518, que os alunos deveriam copiar com a sua caligrafia usual e atual.

                                    Manuscrito original                             Manuscrito vencedor

Numa era em que a apresentação de uma caligrafia cuidada e bonita é descurada, procuramos inverter/contrariar a tendência e resolvemos valorizá-la. Assim, em cada turma foram selecionados os melhores manuscritos e estes foram sujeitos a votação, por um júri constituído para o efeito, que contemplou pessoal docente (Educação Visual, Português e História, Direção e Biblioteca) e não docente e alunos (Associação de Estudantes).

 Outros manuscritos votados (Daniela Mourão, 12ºB e Bruna Cruz, 9ºB)
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Combinas[s]som

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Uma abordagem multidisciplinar do Som

As disciplinas de Física-química, Educação Musical e Português resolveram articular saberes e as professoras Teresa Rafael, Ana Paula Ferreira e Lídia Correia prepararam, para os alunos do 8º ano, uma abordagem multidisiplinar do Som.

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Para tal, prepararam um conjunto de materiais em vários formatos, entre eles livros, videos, imagens fixas, aplicações informáticas, dois xilofones, um de água e outro musical, um apito ultra-som, um diapasão, entre outros. Todos conjugados para demonstrar o que o produz, como se perceciona (humanos e animais), audível e visualmente (através de um programa digital com a função de  osciloscópio), efeitos artísticos, entre outros diversos aspetos.

A atividade consistiu em pesquisar em grupo algumas curiosidades acerca do tema e partilhar esse conhecimento com a turma, visualizar e comentar alguns pequenos filmes, apresentar imagens selecionadas pelos alunos que ilustram o silêncio e  fundamentar a escolha, produzir som através de vários materiais (diapasão, taça tibetana, apito ultra-som..), perceber a importância da acústica, por exemplo em apresentações artísticas (exemplo apresentado: casa da música), perceber a captação e visualização de efeitos sonoros (osciloscópio digital), conhecer noções relacionadas com o processo comunicacional, cordas vocais, som e palavra, grafema e fonema, significante e significado e combinação de sons e sentidos (demonstração através de excertos poéticos).

Deu lugar a bastante participação por parte dos alunos e dos professores envolvidos e cremos ter proporcionado uma sessão diferente e interessante sobre o Som.

Rumo à final

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2ª Fase do Concurso Literacia 3Di

Mais uma vez, a nossa escola fez-se representar na 2ª fase do Concurso promovido pela Porto Editora – Literacia 3Di, fase distrital, que decorreu ontem na Escola Secundária D. Pedro V, em Lisboa.

Aí se deslocaram ontem os nossos digníssimos representantes, vencedores da Escola nas modalidades de provas online de Matemática – 5º ano, Ciências – 6º ano, Leitura – 7º ano e Inglês – 8º ano, a saber: o Bernardo Brito, do 5ºB, a Leonor Carvalho, do 6ºG, a Lara Ferreira, do 7ºC, e a Catarina Eleutério, do 8ºB, acompanhadas pela professora-bibliotecária que dinamizou o concurso na biblioteca escolar.

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Claro que ficamos a torcer por eles, desejando que passem à próxima e última fase, a fase nacional. Os Parabéns, merecidos, ficam também aqui registados pelo resultado até aqui alcançado.

Um agradecimento também à Autarquia, por, mais uma vez, nos ter apoiado logisticamente, desta vez na deslocação até à escola mencionada.

Offline – Aprender a Desligar

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Dependência tecnológica

Três estruturas da nossa escola – Biblioteca Escolar, Projeto Educação para a Saúde e Serviços de Psicologia e Orientação – associaram-se, mais uma vez, refletindo sobre uma temática na ordem do dia que preocupa a sociedade, em geral, e pais e professores em particular pelas consequências inerentes, a dependência crescente e desregrada dos jovens (embora não exclusivamente, como sabemos) em relação à internet, na forma de jogos, redes sociais e vídeos, principalmente.

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Para além dos perigos associados, cuja importância não se descura e que já tem vindo a ser tratada na escola, quisemo-nos debruçar sobre a habituação que leva a que os jovens, cada vez desde mais cedo, permaneçam tantas horas frente a um ecrã, em diversos formatos, de tal modo que passam a evidenciar sinais mais ou menos alarmantes do que, em última instância, se poderá vir a assumir como uma dependência.  Em termos estatísticos, considere-se que Portugal está em 2º lugar no ranking de 25 países europeus no consumo e acesso à internet, mais uma percentagem que duvidamos constitua necessariamente motivo de orgulho.

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A questão é tanto mais alarmante que a Organização Mundial de Saúde já considerou e declarou esta problemática uma perturbação psiquiátrica, com repercussões em todo o globo.

No sentido de avaliar/aferir a incidência desta questão na nossa comunidade educativa, nos nossos alunos, foram aplicados inquéritos às turmas do 4º ano de escolaridade e dos 2º e 3º ciclos de escolaridade, que nos permitiram apurar os resultados, dos quais destacamos os que a seguir se apresentam.

Ciclo de ensino Ver TV Jogar

(consolas, online)

Redes sociais Ouvir música
 

1º ciclo – 4º ano

 

1 a 3 h – 25%

+ de 3h – 10%

1 a 3 h – 21%

+ de 3h – 10%

—– —–

 

2º ciclo 1 a 3 h -24,6%

3 a 6h – 9,3%

+ de 6 h – 12%

1 a 3 h – 19%

3 a 6 h – 11,5%

+ de 6 h – 16%

1 a 3 h – 11%

3 a 6 h – 8%

+ de 6h – 11%

1 a 3 h – 17%

+ de 3h -15%

3º ciclo 1 a 3 h – 27%

3 a 6 h – 10%

+ de 6 h – 6%

1 a 3 h – 18%

3 a 6 h – 12%

+ de 6 h – 14%

1 a 3 h – 20%

3 a 6 h – 8%

+ de 6h – 11%

1 a 3 h – 26%

3 a 6h – 10%

+ de 6h -17%

 

Constata-se que o número de horas que crianças e jovens, sobretudo entre os 9 e os 15 anos, despendem diariamente em frente a um monitor é, de facto, preocupante, considerando o tempo livre de que dispõem (sem aulas) e em que estarão, em média, em casa. Para alguns, sobrará pouco mais do que o tempo de aulas para estar desconectado e nem sempre, em alguns casos, sem a supervisão e insistência dos professores. Se dúvidas houver, basta estar atento ao que acontece em nosso redor.

Verifica-se ainda um aumento de utilizadores das redes sociais ao nível do 3º ciclo, quando, todavia,  não deixa de surpreender a percentagem de horas que os utilizadores que se situam na faixa etária compreendida entre os 9 e os 12 anos declaram, quando sabemos que a idade mínima permitida por lei para abrir uma conta online é de 13 anos e só mentindo acerca da real idade tal poderá acontecer, tendo inclusivamente a União Europeia apresentado uma proposta para que passasse para os 16 anos. A efetivar-se, como calculamos, se não houver igualmente regras definidas de controlo, e mesmo existindo, de pouco ou nada adiantará.

Após esta análise e conclusões, expectáveis face ao contexto geral, as docentes envolvidas, professoras Cristina Silva e Lídia Correia, e as psicólogas escolares, Dra. Rita Lima e Dra. Rita Seco, delinearam um plano de intervenção e alerta, que passou por calendarizar algumas sessões de sensibilização para pais/encarregados de educação e para alunos, com o apoio das psicólogas escolares. Para a sessão com pais, convidamos a Dra. Ivone Patrão, psicóloga, professora e investigadora no ISPA- Instituto Universitário, que trabalha na primeira consulta de dependência de Internet no país, que funciona no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que escreveu recentemente o livro #geração-cordão sobre as gerações que estão dependentes das novas tecnologias e que que dirigiu vários estudos no país a este propósito.

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A mesma fez questão de destacar alguns dos sinais de alarme relativamente ao que poderá ser considerado aceitável no contexto atual, no que concerne à utilização das tecnologias, remetendo para a percentagem nacional de casos considerados de dependência, na ordem dos vinte e cinco por cento, existindo percentagens ainda mais alarmantes em países como a China e o Japão (superior a 45%), em que a própria fisionomia de um número significativo de utilizadores denota já deformações ósseas.

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A maior parte dos casos em acompanhamento são, sobretudo, de rapazes em absentismo escolar, com perturbação do sono, sem projetos de vida, com perturbações psiquiátricas ou deprimidos e que encontraram no jogo online uma forma de ter prazer e de viver. São desinvestidos do ponto de vista físico e social e não comem ou comem em excesso porque estão sempre em frente ao computador.

A Dra. Ivone fez ainda um convite de consciencialização para o modelo que os pais estão a passar aos filhos, reforçando a importância do exemplo, realçando a importância do diálogo com os filhos desde pequenos,  discutindo o tema em família e estabelecendo regras e limites para todos.

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Questões como “A tecnologia passou a controlar as nossas vidas? Conseguirão os nossos jovens algum dia desligar?  Como pais, que modelos estamos a passar? E a escola, qual o papel a desenvolver?” deverão continuar a ser levantadas e fruto de reflexão, no sentido de se procurar não só uma consciencialização como, principalmente, formas de atuação que previnam ou minimizem a possibilidade dos nossas crianças e jovens verem, a este nível, o seu futuro como cidadãos autónomos e independentes comprometido.  Esta foi a nossa contribuição, para uma causa que deve ser de todos e da qual não podemos nem devemos demarcar-nos.

Convidamos ainda os interessados a acederem ao link que disponibilizamos para assistirem à visualização de uma reportagem a propósito deste tema, apresentada no programa da RTP1 – “Linha da Frente”, que contou com a colaboração da Dra. Ivone Patrão (entre diversas outras entrevistas dadas por esta investigadora a vários órgãos de comunicação social) – https://vimeo.com/153112243