Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

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O Prazer de Ler

Já tanto se disse sobre a importância da leitura. Contudo, optar por ler ou não constitui um ato de liberdade individual e, sabemos, as nossas opções têm implícitas, naturalmente, repercussões. Adianta recordar alguns dos benefícios da leitura? Talvez… e entre outros, na dúvida, aqui ficam alguns:

Viajar sem custos e sem sair fisicamente de um lugar          Reduzir o stress

Ajudar a compreender a realidade                     Abrir a mente

Ajudar a dormir melhor                      Reduzir sensações de depressão ou solidão

Argumentar e defender ideias e opiniões         Prevenir doenças como o Alzheimer  …

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Miguel Esteves Cardoso, numa das crónicas do seu livro A Causa das Coisas, reflete e procura compreender os reduzidos hábitos de leitura dos portugueses. Da mesma, aqui se partilha um excerto:

“De todo o tempo que perdem os portugueses, não há eternidade como o tempo que perdem a não-ler. Durante o Verão, o país enche-se de turistas estrangeiros e quase todos – seja na praia, seja no hotel – andam quase permanentemente com um livro na mão. Esta estranha proclividade deixa o português perplexo: «Estes bifes são todos malucos – pagam um balúrdio para cá virem e depois, em vez de aproveitarem, passam o tempo todo a ler… Até usam o livro aberto para marcar os lugares!».
É o facto cultural mais assustador de todos – os portugueses não leem livros. Em nenhum outro país da Europa é tão raro ver alguém a ler um livro em público. Causa genuína aflição vê-los a não-ler. Na praia, nas salas de espera, nos comboios, enquanto almoçam sozinhos, nos cafés… em toda a parte se vê uma população atarefadamente dedicada à atividade de não-ler. Porque é que não aproveitam estes tempos mortos? Não se sabe. […]”

Numa relação fácil de estabelecer entre leitura e liberdade, dia que se assinala na próxima quarta-feira, recorda-nos, também numa crónica, Faíza Hayat:

“[…] A maioria dos ditadores odeia livros. Muitos foram aqueles que, ao longo da História, os queimaram em praça pública. Os tiranos sabem que os livros são uma ameaça ao seu poder, porque nos aproxima do Outro, e a maior parte das ditaduras assenta no ódio a terceiros; e porque, além disso, nos ensinam a questionar. […]”

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